terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quais Os Riscos


Em relação às campanhas de prevenção, o modo mais eficiente seria promover simultaneamente a atualização dos conhecimentos dos professores e a educação dos estudantes por meio de palestras e. Assim, os professores poderiam auxiliar na propagação da campanha de prevenção, oferecendo aos estudantes um espírito de parceria e assessoria com seus problemas, dúvidas e dificuldades em relação ao tema, bem como identificar precocemente nos estudantes os principais fatores de risco que levariam ao uso de alucinógenos. Entretanto, como nem sempre o uso desse tipo de drogas é por causa de um motivo específico, podendo ser simplesmente por curiosidade ou diversão, somente a conscientização dos professores é insuficiente. Os estudantes precisam saber que, apesar de poderem propiciar um momento inspirador, os riscos ainda existem.
Um meio interessante de conscientizar os estudantes seria logo na sua entrada na universidade, promovendo, no dia da matrícula ou na semana do calouro, campanhas de prevenção e divulgação das principais informações sobre os alucinógenos e seus riscos. Para tentar levar o assunto mais perto dos estudantes, seria possível elaborar projetos de prevenção juntamente com os centros e diretórios acadêmicos, bem como com as atléticas. Além disso, a implantação de aulas específicas sobre os alucinógenos poderia auxiliar na divulgação do conhecimento sobre o tema. Esses projetos devem sempre enfatizar a questão da não necessidade do uso dos alucinógenos para resolver os problemas pessoais nem para ser uma pessoa mais criativa.
E já existem evidências de que projetos desse tipo realmente funcionam, como é o caso do Programa de Prevenção e Tratamento do Uso de Drogas na USP (Produsp), que durante anos desenvolveu projetos desse tipo na Universidade de São Paulo.
Os estudantes da área da saúde, mais especificamente os de medicina, deveriam ser os “alvos” mais constantes dessas campanhas de conscientização, isso por dois motivos principais: primeiro porque eles deverão estar preparados para enfrentar casos como o de uso de alucinógenos em sua prática clínica, e para isso, precisam conhecer os principais efeitos das drogas e o que podem causar, além de saberem encaminhar o paciente corretamente após uma consulta; segundo porque já foi constatado em 1991 em um estudo feito em universidades norte-americanas, que o uso de psicodélicos é maior entre os estudantes de medicina do que entre os outros jovens da mesma faixa etária. Assim, um preparo psicológico mais intenso sobre os riscos da profissão e como enfrentar os problemas auxiliaria os futuros médicos a evitar o uso das drogas.

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